8 de mar de 2009

Prévia // Conto : Erário dos Povos


Erário dos Povos.
Conto de Tormenta.
Ambientado em Arton, do Cenário Tormenta, o conto Erário dos Povos ainda está em criação, mas já tenho o primeiro capítulo e parte do segundo disponíveis para visualização...com vocês, uma prévia de Erário dos Povos.

O Erário dos Povos

Capítulo Um: Prólogo.

A Escuridão de Tenebra já se aproximava na Caverna do Saber. Logo, a maioria dos clérigos de Tanna-Toh, a deusa do conhecimento, estariam indo dormir. Ele, como servo não muito orante, dormiu antes da noite chegar. Já estava escuro quando acordou, e creu que os altos sacerdotes deveriam achar que ele estava em total transe e perfeita conexão com a deusa. Enganaram-se, e feio! Será que realmente eles não desconfiam de ninguém, ele pensou. Levantou-se do piso de cor marfim muito bem trabalhado, e limpo. Suas vestes eram brancas, mas nem por se prostar em reverência elas se sujaram, continuavam impecáveis, dignos de um verdadeiro clérigo da sabedoria. Já era o último sacerdote presente, a não ser é claro por aquele Globo de Luz, que se denomina sumo-sacerdote de Tanna-Toh. Como pode um objeto ser digno de tanta sabedoria, tanto conhecimento, tanto poder, indagou novamente. Estava ali, um perante o outro, dizem que ele, o Helladarion, responde a qualquer pergunta feita a ele, qualquer que fosse a pergunta. Ousadamente ele se aproximou, fez uma pequena reverência, e perguntou:

- Ó poderoso Helladarion, sumo-sacerdote de Tanna-Toh e fonte de todo conhecimento Artoniano, responda-me: Qual é o meu destino?

Ele não esperava uma resposta, mas sua intuição clerical, se é que isso exista, dizia que ele teria sim a resposta. Lembrou-se da vez que seu falecido mentor disse quando ainda pretendia entrar para a ordem, disse ele que o Helladarion só saberia responder aquilo que já foi conhecimento de alguma pessoa, ou da própria deusa. Certamente ninguém saberia o seu destino, e Tanna-Toh não ligaria para um simples servo. Começou a achar que sua pergunta fora um pouco sem fundamentos, indigna de um clérigo do conhecimento. Bom, era isso então, nada. Deu as costas depois de outra reverência, e se conduziu para fora da Caverna. No meio do caminho, uma voz calma, porém poderosa a clamou em seus ouvidos:

- Worn Alitoris, retorne!

Sabia o nome dele, mas como? Ficou tão surpreso, que caiu para trás ao ouvir a voz. Imediatamente voltou para o centro da Caverna, onde fica o altar. Helladarion estava mais radiante do que nunca tinha visto. Seu brilho era muito intenso e ele não acreditava como era possível estar a enxergar o globo de luz.

- Worn Alitoris. – Novamente a voz calma e poderosa se exclamou.

- Sim.

- Perguntava sobre o seu destino? – Confirmou que sim com a cabeça. – Então te direi qual é o seu destino. Terás uma grande missão, e sua vida se resumirá toda a ela, deverá se entregar a ela como o dia em que sua morte virá, porque é o desejo de Tanna-Toh.

- Sim, e que missão seria essa? – perguntou Worn.

- Sabe-se que Arton corre muito perigo com a invasão da Tormenta, e a deusa tem medo do que possa vir a acontecer com os relatos da história de Arton. Todas as raças e povos de Arton têm sua história gravada em algum objeto, ou por alguém. Sua missão é conhecer essas histórias e passar à mim a informação coletada.

- E como farei isso? – Worn parecia muito disposto.

- Você...tem muito conhecimento, saberá sempre o que fazer.

- E quando começo?

- Quando você achar melhor, jovem aventureiro.

O brilho de Helladarion já tinha se extinguido, mas Worn ainda estava chocado com uma missão repentina dessas. Repentina e grande. Pressentindo que muito trabalho iria por vir, foi direto para seu quarto no templo. O templo ficava logo em frente a Caverna do Saber, localizado na cidade de Gorendill, no Reino de Yuden. Seu aposento era um dos menos luxuosos, devido ao seu “status” perante aos outros clérigos. Em geral, os clérigos do conhecimento são preparados por anos de treinamento, aprendendo a cultura e os conhecimentos requisitantes pelos membros da ordem de Tanna-Toh. Mas com Worn fora mais fácil, era um aventureiro, chegou machucado ao templo, e acabou por ficar.

Worn arrumou seus pertences. Tomou o livro e a pena, para registrar cada lembrança ou conhecimento das raças, suprimentos para uma viagem inicial, e uma veste reserva. Depois de tudo pronto, dirigiu-se ao seu novo mentor, Allen Forandhi, e explicou detalhadamente a missão.

- Se este é o desejo da deusa, tenha muito cuidado. – disse Allen.

- Para falar a verdade estou meio nervoso.

- Mas... – indagou Allen – se Tanna-Toh escolheu você, é porque sabe que pode confiar em você.

Allen sempre dava ótimos conselhos para Worn, apesar de Allen ser um mentor novo, tanto na idade quanto na vida de Worn.

- Como sabe, Worn, – continuou Allen - você tem o mesmo nome do criador da ordem, e deve respeitá-lo como o mesmo. Irá passar dificuldades. Se sentir que o caminho é perigoso, procure companhia.

- Certo! – disse Worn, agora mais confiante – Agora estou pronto!

- Que a deusa lhe proteja!

- Mestre, obrigado! Estarei de volta.

E assim Worn saiu em busca de conhecimento, sem mesmo saber onde começar, ou onde mesmo procurar. Terá que contar com a intuição, e acima de tudo...a Sorte!

Capítulo Dois: Erário dos Elfos.

Já era quase a hora do almoço. A mãe nunca esquecia a hora do almoço, era muito pontual. Sempre brincávamos no campo, Yondallas e eu, ambos tínhamos a mesma idade, e costumávamos brincar de gladiadores da Arena Imperial, vivíamos nos subúrbios de Valkaria, muito perto da Favela dos Goblins, mas nunca acharia isso um problema, “aqueles seres insignificantes nunca foram um problema”, era o que eu achava antes de conhecer o poder destrutivo que esses monstros são capazes de fazerem juntos.Voltando da nossa peleja de mentira, que mesmo sendo falsa, lutávamos com tanto vigor que ficávamos exaustos. A mãe tinha feito uma espécie de sopa, estava bastante quente, e esperamos que ela esfriasse, contamos a mãe quem tinha ganho. Yondallas sempre vencia, afinal, os elfos, mesmo sendo também seres arrogantes e egoístas, ainda eram um pouco mais ágeis que meros humanos com eu. No meio do almoço, Yondallas resolveu falar:

- Sabe irmão, – era assim que ele me chamava – descobri o que vou fazer quando completar minha maturidade.

- Ainda não completou? – indaguei como deboche. – Mas o elfos não são mais velhos do que parecem? Acredito que você, irmão, já tenha 100 anos, não é?

- Cinqüenta e Quatro! – respondeu Yondallas – Mas estive pensando em me alistar na resistência que combate a Aliança dos Goblins.

- Você é louco irmão! – gritei surpreso – Você procura a morte ainda tão jovem?

- Sábio Worn. Tão jovem e tão sábio. Sabe que sou um elfo, e nesse momento, aqueles goblinóides ferem cada vez mais a essência da criadora dos Elfos, Glórienn, quase não consigo mais sentir sua presença em minhas preces.

- E aonde vai? – perguntei.

- Lenórienn, a cidade dos Elfos. Buscarei aqueles que ainda estão vivos...

- Vou com você. – interrompi – Não posso deixar você ir sozinho, é meu irmão, então vamos juntos.

- É perigoso!

- Perigo é meu sobrenome.

- Não era Alitoris?

- Você entendeu!

Tempos depois estávamos integrando a Força de Resistência à Aliança Negra. Fazíamos parte do 5° grupamento de Infantaria e estaríamos entrando em zona de combate em torno de uma hora. Virei-me para Yondallas, avistei em seu rosto um enorme sorriso de felicidade.

- Ainda tem tempo para voltar, amigo! – provocou.

- Me desculpe, mas minha lança já está esperando por sangue de goblins, que cor será que eles têm? Verde?

- Sempre brincando. Até quando o combate se aproxima.

Chegamos ao Istmo que separa o Reinado de Lamnor, lá os primeiros pelotões já tinham feito o estrago e montamos acampamento, iríamos partir de manhã cedo, agora sim para o confronto direto.

Dormimos, porém no meio do sono, ouvimos apitos, gritos de “Acordem!”, “estamos sendo atacados”, “levantem”, alertavam o perigo. Levantei-me rapidamente, Yondallas não estava ao meu lado. Peguei a lança, nem me importei com armadura ou escudo. Sai da barraca e encontrei Yondallas com um goblin encravado em sua espada, um goblin vinha por trás e sem dó perfurei-o com a lança.

- Cuidado irmão. – provoquei.

- Até em meio ao combate você me insulta! – riu Yondallas.

Matamos muitos goblins naqueles dias. Mas não havia somente goblins, um bugbear aniquilava muitos com um golpe. Olhei para Yondallas e partimos ao encontro do bugbear. Ele proferiu um ataque contra mim, aparei o golpe do machado com a lança e ela se partiu em duas metades iguais. Yondallas estava no ar com a espada em punhos com a lâmina voltada para baixo, pronta para ser encravada. Mas algo deu errado, o bugbear se virou repentinamente e acertou Yondallas com apenas um golpe, certeiro, no meio de sua face.

- Não!!

Mas já era tarde, Yondallas estava morto. Resolvi fugir.



Antes de sair de vez da cidade de Gorendill, Worn perguntou a Allen qual povo ele escolheria primeiro.

- Os elfos, jovem Worn. Os elfos estão em decadência, muitos dizem que eles não tem muitos anos de vida e que seus destinos estão fadados a serem escravos de outros povos. Acredito totalmente ao contrário, elfos são fortes, e sua deusa, Glórienn, é muito vingativa. Com certeza deve estar tramando sua volta. Mas o único problema, é o bugbear da profecia. Seu exército invadiu Lenórienn, e acredito que o que procura esteja lá.

- Lenórienn. Glórienn. Yondallas...

- O que foi jovem Worn? Algum problema? – Allen se preocupou com a efêmera face de tristeza que assolava Worn.

- Não. Nada. Acredito que tenha razão.

- Então adeus. Até a próxima.

- Até.

Worn não acreditava que iria novamente à caminho de Lenórienn. E da última vez, boas recordações não vieram...

[O Capítulo Dois Continua...]

Espero que tenham gostado da prévia, em breve terminarei-o!

Abraços do Arcano!

Leitores

 

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